Os Estados Unidos divulgaram novos detalhes da operação que matou o chefe da Al-Qaeda. Ayman Al-Zawahiri, que assumiu a chefia do grupo após a morte de Osama Bin Laden, estava escondido na casa de um assessor do Talibã.

O Talibã, que há quase um ano tem o controle do país, disse que o ataque foi uma violação do acordo de paz firmado em Doha, em 2020. 

De longe era possível ver a fumaça provocada pela ação militar que matou Ayman Al-Zawahri, em Cabul, capital do Afeganistão. A casa onde o líder da Al-Qaeda estava escondido pertencia a um assessor do ministro de interior interino do governo Talibã.

Às 6h do último domingo, horário de Cabul, os Estados Unidos usaram um drone para explodir a casa que fica numa área densamente povoada. Segundo o governo americano, Al-Zawahri, estava na varanda e foi morto sem que qualquer outro civil tenha perdido a vida. 

Zawahri era um médico nascido no Egito e fundador da jihad islâmica do país na Al-Qaeda, atuou como braço direito de Osama Bin Laden, e teria, inclusive, ajudado a planejar os atentados terroristas de 11 de setembro de2001.

Zawahri passou a liderar o grupo extremista após a morte de Bin Laden, em 2011. Desde então, os Estados Unidos ofereciam uma recompensa equivalente a mais de R$ 130 milhões pela captura do terrorista.

Autoridades americanas ligadas à Casa Branca e que participaram do planejamento da ação militar explicaram que o plano para a execução do líder da Al-Qaeda começou a ser desenhado em abril e que foi o resultado da paciência e da insistência dos profissionais envolvidos. Os Estados Unidos afirmam que não vão permitir que o Afeganistão sob o controle do Talibã seja um lugar de risco para os americanos. Com informações do SBT

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